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Crítica | Hereditário


Comparado a filmes como "O Exorcista" e O Iluminado, "Hereditário" estreia nesta quinta-feira, 21 de junho, nos cinemas brasileiros. (📷 Divulgação)

O longa-metragem Hereditário, que estreia nesta quinta-feira, 21 de junho, é aquele tipo de filme que prende o espectador do início ao fim, pela sua atmosfera bastante dark, sonoplastia absurdamente incrível, e narrativa apreensiva, assustadora e encantadora. Tudo isso ao mesmo tempo. Seguindo com uma paleta de cores meio acinzentada, puxando para o azul e com um sentimento melancólico / depressivo que leva ao público ficar bastante apreensivo e agoniado com o que vai acontecer, vale ressaltar que o é totalmente imprevisível.
            
Logo no início, há o enterro de Joan Graham (Ann Dowd), a matriarca da família, cuja profissão era produzir peças minimalistas e a mesma esconde um passado sombrio, tanto no passado quanto nas caixas onde Annie (Toni Collette) deixava guardados itens da sua mãe.

Com o desenvolvimento da produção, vai se descobrindo pouco a pouco sobre Joan e sua filha Annie Graham, a mesma faz esse papel de investigadora, buscando entender o que aconteceu com a mãe. Com a perda, Annie vive um dilema entre seguir com a vida, enquanto começa a ver aparições de Joan. Em virtude desses fatos, Annie decide ir para um centro de reabilitação, onde a mesma busca ajuda para tentar se livrar um pouco da “culpa” que a mesma diz ter por conta de eventos passados em relação à sua família.

Annie Graham tem seu esposo, Steve (Gabriel Byrne) e dois filhos, Peter (Alex Wolff) e Charlie Graham (Milly Shapiro). Charlie tem TDAH e a mesma adora desenhar e construir objetos, é um pouco antissocial, por conta do seu jeito e condição psicológica. O seu irmão é bastante reservado e gosta de usar drogas entre os amigos. No primeiro ato, Charlie vê que um pombo morre e ela corta a cabeça do pássaro e leva para casa e essa parte se perde quando ela anda até uma mata e volta para casa.

📷 Divulgação

Peter leva a sua irmã para uma festa por insistência da mãe. Chegando lá Peter acaba usando drogas com seus amigos e deixa sua irmã sozinha, onde a mesma tem intolerância a nozes, por conta desse fato Charlie fica sem conseguir respirar. Peter pega o carro e leva sua irmã para o hospital, no meio do caminho algo surpreendente acontece, que vai interferir mais uma vez na vida da família.

Com o desenvolver da trama, as coisas vão piorando e Annie acaba conhecendo, através do centro de reabilitação uma velha amiga de sua mãe, a partir desse momento ela começa a mostrar um universo novo para Annie que é o mundo da mediunidade e através dele, Annie começa a sentir e experimentar coisas jamais sentidas. E uma das soluções encontradas no filme para acabar com essa possível maldição é destruir um objeto de Charlie, pois é o elemento que faz um link entre o universo dos mortos com a vida real, mas destruir esse objeto não será uma tarefa fácil. 

A fotografia do filme é sensacional, trabalhando muito bem com planos mistos. Nos planos abertos, fecha-se aos poucos em takes longos quando busca trabalhar cenas com sustos, que o diretor Ari Aster conduziu com maestria. A apresentação dos personagens foi bem satisfatória, pois os atores principais tinham uma conexão emotiva tão forte que a atuação chegou a parecer real em muitos momentos. Sobre a trilha sonora, vale ressaltar que só apareceram “músicas” nos créditos finais, já que as composições são mais instrumentais.


Nesse ponto, a narrativa começa a apresentar fatos que ficam bastante incompreensíveis e ao mesmo tempo confusos, para os espectadores menos atentos. Ao final, Hereditário sugere uma sequência para possíveis explicações, pois existem explicações com elementos como símbolos que envolvem espiritualidade e demonologia que precisam de uma conclusão mais fechada.

Assista ao trailer: 

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