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Bruxa de Blair | Crítica


Nos últimos anos uma onda de filmes de terror no estilo found-footage (em primeira pessoa, filmado com câmeras caseiras) inundou o cinema.  Espíritos, possessão, epidemia zumbi e etc, mas o percussor do gênero foi o clássico ‘’A Bruxa de Blair’’ lançado em 1999. Nele um grupo de estudantes de cinema vai a pequena cidade de Burkittsville filmar um documentário sobre uma antiga lenda local. O filme foi vendido como baseado em fatos reais, como se as filmagens tivessem sido encontradas na floresta próxima a cidade. Toda uma mitologia foi construída em torno da lenda. Os atores foram jogados na floresta por oito dias apenas com indicações do que fazer, e a produção camuflada na floresta ia guiando as atuações, fazendo com que tudo parecesse muito real. A carga emocional do filme é super pesada, pois o atores realmente estavam passando pelas situações. O filme foi extramente bem recebido e é uma das maiores bilheterias do cinema. Algum tempo depois houve uma sequencia não tão boa, mas interessante sobre a febre que o filme trouxe na época.

Agora, 17 anos depois do primeiro filme chega uma sequencia/remake, com o mesmo nome. O filme conta a história de James, irmão da protagonista do filme original que após anos sem saber o que houve com a irmã, resolve ir a floresta de Burkittsville tentar descobrir algo novo. Com ele vão Lisa, uma amiga cinegrafista que está fazendo um documentário sobre a busca, e Peter e Ashley, o melhor amigo de James e a namorada dele.

Bem parecido com o filme original, A Bruxa de Blair acerta em cheio em sua filmagem.  Em primeira pessoa, a direção abusa das câmeras levadas pelos jovens, criando um jogo de cenas interessante e tenso. A trilha sonora é eficaz e muito bem colocada, os barulhos estranhos permeiam o filme causando desconforto ao espectador, tornando o filme uma experiência imersiva . A floresta em si é claustrofóbica, e conforme as coisas vão acontecendo o filme vai ficando melhor. As cenas de terror são bem montadas e muito reais, nas sequências finais o cuidado com os detalhes é grande e satisfatório. Dou grande destaque a atuação de Callie Hernandez, que interpreta Lisa.

Bruxa de Blair está longe de ser um filme maravilhoso, mas em questão técnica é perfeito e honra o legado do filme original no aspecto mais importante: o medo.

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