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Coração Satânico (William Hjortsberg) | Resenha


Alguns livros são capazes de ficar na nossa cabeça por muito tempo. Isso independe de se o livro é bom ou não. Coração Satânico sem dúvida é um livro que vai ficar comigo por muito tempo. Reunindo o melhor das histórias de detetives neo-noir e a atmosfera obscura e profana do gótico sulista.

O livro conta a história de Harry Angel, um detetive particular de Nova Iorque que recebe um serviço de um cliente estranho. Ele precisa encontrar Johnny Favourite, um cantor de jazz que sumiu logo após a guerra. Harry não tem praticamente nenhuma pista sobre o paradeiro do cantor, que parece ter evaporado, e conforme ele vai prosseguindo na investigação ele é lançado numa teia de cultos oriundos do vudu haitiano, assassinatos chocantes e uma seita satanista que começam a fazer Harry questionar a si mesmo e o mundo que o rodeia.

O livro é direto ao ponto, e sem rodeios acompanhamos Angel pelas ruas de Nova Iorque em sua investigação bizarra. Os cenários da cidade mesclando com a maldição que parece seguir o detetive fazem o livro ser estranho e muito interessante. A narrativa ágil e crua de Hjortsberg é arrebatadora e conforme vamos entendendo a trama, um choque percorre a espinha do leitor.

Como sempre a edição da Darkside Books é perfeita. A arte da capa casa perfeitamente com a história e os detalhes dentro do livro são simples e fortes. A editora vem se superando cada vez mais em seus lançamentos.

Profano, pesado, assustador e cru, o livro choca e se o leitor não tiver atenção pode boiar no final. Coração Satânico é um livro único e é muito difícil compará-lo com quaisquer outras obras do gênero, o que faz dele uma obra prima.

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