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Crítica | Byzantium

A mitologia dos vampiros é uma das mais exploradas na cultura pop, sendo levada a exaustão, poucos filmes do assunto são reverenciados, sendo um deles o grande ''Entrevista com o Vampiro'', que foi dirigido pelo Neil Jordan. Depois e quase vinte anos, o diretor lançou outro filme sobre as criaturas da noite, dessa vez criando um história original. Exibido no Festival de Toronto em 2012 e teve críticas muito favoráveis, mas não se tornou um sucesso de público.

Byzantium conta a história de duas imortais, Clara (Gemma Arterton) e Eleanor (Saoirse Ronan), mãe e filha que se passam por irmãs durante os séculos. Clara, a mãe é uma criatura da noite, que leva uma vida de fugitiva. A filha não sabe o porque de a mãe viver sempre olhando por cima dos ombros.


Clara faz todo o tipo de serviços para conseguir dinheiro seja dançando em um clube, se prostituindo, ou agenciando garotas de programa. Por onde vai ela carrega e protege uma verdade que só ela sabe. Eleanor não suporta, e nem entende os motivos da mãe, ela quer algo mais.Ela passa seus dias escrevendo e se alimentando tanto de sangue quanto de sua solidão, recontando para si mesma sua história, tentando preencher a alma a tanto tempo vazia. Quando o que persegue as vampiras chega cada vez mais perto, mãe e filha são colocadas em lados opostos.

A mitologia vampírica do filme é bem diferente do que estamos acostumados. Eles são chamados Sucrientes, e ao invés de presas, a unha do polegar cresce e se afia de modo que a perfuração das veias é exata, eles podem andar ao sol,e não possuem poderes como super força ou velocidade. Eles são imortais que se alimentam da vida humana. O filme tem uma construção simples e lenta e o roteiro é muito assertivo no que se propõe.

Saoirse Ronan carrega o peso e a melancolia da imortalidade trazendo em sua Eleanor, a atriz consegue transmitir a complexidade, as dúvidas, desejos e principalmente a culpa de sua personagem de forma maravilhosa.
Mas o grande destaque do filme com certeza é a Gemma Arterton. Suas alterações de humor, sua vida promíscua e sua devoção a sua filha a tornam uma das melhores vampiras do cinema. Clara tem atitude, amor e acima de tudo, fome.

Byzantium pode não ser um grande filme de vampiros, mas ganha em sua originalidade e na construção das suas protagonistas.

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