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O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman) | Resenha


Você se lembra de quando tinha sete anos de idade? Já pensou sobre quantas coisas você deixou pra trás e sobre como sua percepção de mundo mudou conforme você foi crescendo? A forma que você enxergava sua família, a ideia de crescer e amadurecer era nada mais do que algo que você ouvia falar. Será que o seu eu de sete anos de idade estaria feliz com o adulto que você se tornou? Essas são algumas questões que ''O Oceano no Fim do Caminho'' te faz pensar.

O livro, escrito pelo Neil Gaiman e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca conta a história de um homem de meia idade, que retorna a sua cidade natal para um velório. Lá ele visita a antiga estrada que ficava sua casa, e segue até o final do caminho para a casa de uma amiga de infância que outrora lhe convenceu de que o lago atrás da casa dela era, na realidade, um oceano. Ao chegar lá ele é mergulhado em um mar de lembranças e acontecimentos de sua infância que ele parece ter reprimido.

Somos mergulhados na cabeça de um garotinho de sete anos, que encontra nos livros seus únicos amigos, até que conhece sua vizinha, Lettie. O livro começa a balançar as linhas entre em fantasia e realidade colidem se misturam, em um mundo fantástico e cruel para uma criança. 

O livro é magnificamente escrito, é um tapa sutil e delicado no leitor, despertando uma sensação nostálgica e emocionante que faz você terminar o livro se perguntando o que aconteceu com a criança que você era. Inocente, sem preocupações e que acreditava que aparentemente o mundo era perfeito. Mostrando que quando crescemos perdemos esse tempero, nos tornamos cínicos e nos refugiamos em nós, sugando as outras pessoas. Reprimimos a criança que fomos. Neil Gaiman é um dos melhores escritores da atualidade e só ele conseguiria compor essa fábula sobre inocência. 

Se você não conhece o autor, é um primeiro contato excelente.

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