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Caso Von Richthofen: história será contada em dois filmes



📷Stella Carvalho


Baseado nos autos do processo "A Menina que Matou os Pais" e "O Menino que Matou Meus Pais" serão exibidos em sessões alternadas.

É um caso único no cinema mundial essa produção exatamente da mesma história porém com olhares diferentes. É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos. O público brasileiro tem se mostrado engajado com conteúdos como este, especialmente os baseados em histórias reais, temos que ocupar esse espaço e oferecer ao espectador obras com qualidade e respeito.
 Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.

Em 2020, a história do Caso Von Richthofen terá sua estreia nos cinemas e conta com dois filmes, que estreiam simultaneamente. Este formato inédito no cinema mundial mostrará as duas versões da mesma história que serão exibidas em sessões alternadas nas mesmas salas. Esta foi a solução artística encontrada pelos produtores para serem fiéis ao que está narrado nos depoimentos oficiais dos então namorados Suzane Von Richthofen e Daniel Cravinhos
Carla Diaz, Vera Zimmermann e Kauan Ceglio: Familia Richthofen (📷Stella Carvalho)

Todo o conteúdo que se verá nas telas tem como fonte apenas os autos do processo, uma vez que a produção do filme não tem qualquer relação com os autores do crime. Além disso, contrário ao que se tem especulado, os envolvidos com o crime não receberam nenhum dinheiro da produção e também não receberão após o lançamento dos longas, que são produzidos sem nenhuma verba pública. Cem por cento da verba investida é dos próprios produtores, a Santa Rita Filmes (produtora), a Galeria Distribuidora (coprodutora e distribuidora) e o Grupo Telefilm (coprodutor).

O produtor da Santa Rita Filmes, Marcelo Braga, explica que além das duas versões da história os filmes contarão com parte dos bastidores anteriores ao crime de acordo com tudo que foi narrado oficialmente durante o processo e com destaque para o julgamento. Já o diretor, Maurício Eça detalha sobre os questionamentos que deram origem ao formato de lançamento dos filmes “Temos discutido muito internamente o que é verdade. O que ela fala e o que ele fala. É verdade? Se eles estão falando coisas diferentes, qual é a verdade?  Um filme será a versão da Suzane e o outro, a do Daniel. São coisas que a gente descobriu na leitura do processo, versões, às vezes do mesmo fato, mas diferentes.

Marcelo Braga e Maricio Eça  (📷Stella Carvalho) 

OS AUTOS DO PROCESSO

Para escrever essas histórias, o produtor Braga e o diretor Eça convidaram Ilana Casoy, criminóloga, consultora de obras audiovisuais que abordam esse universo e autora de livros como Arquivos Serial Killers – Made in Brazil e Louco ou Cruel e Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni. Casoy vem trabalhando em parceria com o bem sucedido autor de policiais Raphael Montes. Juntos eles formam a dupla Casoy e Montes. Ao lado dos roteiristas, os advogados são parceiros constantes da produção. Há um cuidado detalhista em realizar uma produção independente dos envolvidos com o crime, que não terão qualquer participação na produção, já que se trata de uma obra baseada em documentos públicos. Daí a decisão por basear a história nos autos do processo, que foram estudados minuciosamente por todos os envolvidos.

O DESAFIO DO ELENCO

Escolhida para interpretar Von Richthofen, Carla Diaz relata sua relação com o caso e os desafios da personagem: “Eu tinha 12 anos quando o crime aconteceu. Fui educada amando meus pais. Então não entra na minha cabeça uma filha fazer isso com os próprios pais. Olhando para a história por esse ponto de vista, assumir esse papel é um grande desafio pra mim como atriz. É uma história tão trágica e tão chocante para todo mundo. Realmente acredito que histórias assim não podem ser esquecidas.

Já o responsável por interpretar Daniel Cravinhos, Leonardo Bittencourt, ficou feliz com o apoio que recebeu dos amigos frente ao desafio de uma história tão complexa e lembra a primeira coisa que pensou quando recebeu o convite: “Eles entenderam a grandiosidade do projeto e ficaram felizes por eu ter esse desafio pela frente. A primeira coisa que me veio à cabeça é uma frase que a gente escuta desde a escola: ‘Você aprende História para não cometer os mesmos erros’”.

Carla Diaz e Leonardo Bittencourt, como Suzane Von Richthofen e Daniel Cravinhos (📷Stella Carvalho)


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