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Crítica | Maligno

 


Texto: Jean Victor

📷 Warner Bros. Pictures 

Longa-metragem marca o retorno de James Wan na direção


Ele está de volta! Depois de um tempo atuando apenas como produtor de franquias de terror que ele mesmo alavancou, James Wan (Invocação do Mal) retorna ao gênero que o fez tão famoso no cenário cinematográfico atual e, mais uma vez, atinge o êxito esperado com Maligno sua nova realização que conta com uma história, embora cheia de clichê, com muitas reviravoltas e um final surpreendente.

Atuando apenas como produtor em Invocação do Mal 3: A Origem do Demônio e na maioria dos outros filmes derivados da franquia, Wan chamou a atenção de todo amante do cinema de horror, ao anunciar sua volta ao gênero. Mesmo com pouca divulgação e basicamente só com o trailer e algumas entrevistas divulgadas a respeito do seu novo projeto, foi o suficiente para gerar uma expectativa, em tempos onde a falta de criatividade tem amaldiçoado o cinema do gênero.

Na trama, sem muitas delongas, o espectador conhece Gabriel, o vilão da história, em um hospital de cirurgias pediátricas experimental. Durante os primeiros cinco minutos de projeção, o público é imerso numa atmosfera noventista que mostra o mínimo a respeito do personagem. Imagens cirúrgicas fortes abrem a trama, numa abertura tradicional gerando mais curiosidade que qualquer outra coisa. 

Até que então surge a Madison, interpretada por Annabelle Wallys (Annabelle), uma jovem grávida que vive em um relacionamento abusivo em consequência dos abortos espontâneos que a jovem vem sofrendo a algum tempo. Aqui tudo acontece muito rápido e a violência não tem limites seja em relação ao comportamento do marido para com Madson, seja na forma como o assassino que espreita nas sombras como uma entidade sobrenatural ataca as suas vítimas. 

Após o primeiro ataque, uma dupla de investigadores fica na espreita de Madson para tentar entender de que forma esse assassino tem haver com a mesma, a irmã de Madson também entra nesse momento da trama, sinalizando o alívio cômico do filme, tentando prestar total apoio a sua irmã. O que é recusado pela protagonista na tentativa de reorganizar a sua própria vida e justamente nesse momento que Madson passa a ter visões aterradoras sobre assassinatos terríveis em tempo real. Conforme as visões ficam mais frequentes, tanto Madson quanto a polícia ficam mais intrigados sobre quem vem realizando esses crimes e qual vínculo unem a personagem ao assassino e suas vítimas. 

De modo geral, até pelo menos metade do filme, observam-se muitas referências a filmes famosos do gênero nos anos 1990 como Pânico, Lenda Urbana, Halloween são alguns do que se podem linkar com Maligno

Ponto forte na parte técnica, a fotografia está espetacular e Wan nunca foi tão hábil usando as câmeras. A paleta de cores escolhidas também tem uma característica imersiva muito boa. Os tons saturados de vermelho deixam o espectador numa tensão que consegue ser ainda mais elevada durante as cenas de assassinato, que não são evitadas por nada. 

 Como o próprio diretor revelou em algumas entrevistas, ele se baseou em clássicos do cinema italiano tanto na trama, como a estética, ele entrega esse laço, mas o ponto alto é justamente o clímax. Como Wan disse, o assassino poderia ser uma entidade, porém é um personagem físico e o momento de sua revelação é realmente espetacular, comprovando mais uma vez a criatividade do diretor. O desfecho da história deixa um pouco a desejar e muitas perguntas ficam no ar. A maioria dessas perguntas está relacionada às características físicas de Gabriel e sua origem familiar, mas isso pode tranquilizar o espectador. Como é de se esperar, provavelmente Maligno contará com continuações e talvez essas perguntas sejam respondidas em outras partes de uma possível franquia.

Justamente por deixar algumas questões sem explicação e sem uma franquia já confirmada, o desfecho pode frustrar alguns espectadores mais exigentes. No geral Maligno tem muito para agradar os fãs sedentos por sangue e tramas misteriosas na telona. A produção apresenta uma boa estética, bons efeitos especiais, agradável performance do elenco e uma reviravolta surpreendente. 

 Assista ao trailer:
 

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